17 de Maio de 2012

Isaac Lira - repórter

O Governo do Estado garantiu ontem a inclusão de mais três obras de mobilidade na matriz de responsabilidades para a Copa do Mundo, acordada com o Governo Federal. Além disso, as obras do Veículo Leve sobre Trilhos tiveram os recursos liberados. Com as duas confirmações, o Rio Grande do Norte receberá investimentos de R$ 320 milhões em obras viárias e mais R$ 136 milhões para o VLT. Os recursos serão conseguidos a partir de empréstimos, cujo pagamento ficará a cargo do Estado, com exceção de R$ 74 milhões destinados ao VLT, que será repassado pelo Governo Federal "a fundo perdido".

 

Aldair DantasA ampliação do porto será financiada pelo Governo Federal e a Codern executará a obraA ampliação do porto será financiada pelo Governo Federal e a Codern executará a obra


Segundo a secretária estadual de Infraestrutura, Kátia Pinto, os R$ 320 milhões serão destinados a três obras: os acessos ao Aeroporto de São Gonçalo do Amarante; a construção de um viaduto para ligar a BR-101, na entrada de Natal, ao prolongamento da avenida Omar O´Grady (Prudente de Morais); e as obras na avenida Engenheiro Roberto Freire. Com a assinatura do aditamento da matriz de responsabilidade, o Governo terá autonomia para buscar empréstimos junto aos bancos e instituições financeiras. "Os empréstimos serão feitos junto à Caixa ou ao BNDES, não sabemos ainda. Vai depender das taxas de juros oferecidas pelas duas instituições", explica Kátia.

O encaminhamento das obras na Prudente de Morais e dos acessos ao Aeroporto de São Gonçalo do Amarante será mais simples. De acordo com a secretária de infraestrutura, as licenças ambientais já foram obtidas e a licitação realizada. "Nesse caso é ter acesso aos recursos e começar a obra", aponta. O viaduto na BR-101 visa dar maior fluidez ao trânsito na entrada da cidade, marcada por engarrafamentos diários, principalmente nos horários de pico. Já os acessos são um complemento indispensável para potencializar o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante. São dois: através da Zona Norte, com uma ligação com a avenida Moema Tinoco, e do aeroporto até a BR-304, em Macaíba.

Já a reestruturação da avenida Engenheiro Roberto Freire precisará de mais tempo. A Secretaria de Infraestrutura está cuidando do licenciamento ambiental. "Estamos em contato com o órgão ambiental para saber exatamente quais estudos são necessários e só após finalizar isso poderemos fazer a licitação", expõe Kátia Pinto. A obra será a primeira do Estado a participar do Regime Diferenciado de Contratação - aprovado pelo Governo Federal para obras relacionadas à Copa do Mundo. Nessa modalidade, os prazos de licitação são menores. Não há data fixada para início da obra, mas a construção deve durar um ano e meio para ser concluída.

A nova Engenheiro Roberto Freire, será uma via expressa de 4 km, com doze pistas - o dobro das existentes no traçado atual. Incluída na matriz de responsabilidade da Copa 2014, a obra vai custar R$ 220 milhões. Esse valor, definido  no Projeto Executivo, é quase quatro vezes maior que o previsto no projeto básico (R$ 57 milhões). As novas pistas serão construídas em túneis. Com a construção dos túneis, a secretária acredita que não haverá desapropriação de nenhum comércio.

Entrave para ampliação do cais pode acabar

A Companhia de Docas do Rio Grande do Norte anunciou ontem que o principal entrave para fazer a licitação para ampliar o cais quatro do Porto de Natal está perto de ser resolvido. Uma reunião realizada ontem com a participação de representantes da Federação dos Pescadores do RN selou o acordo entre as partes, sob a condição de se construir uma nova sede para a Colônia de Pescadores do Maruim.

Segundo o presidente da Codern, Terceiro de Melo, a construção da nova sede será financiada pelo Governo Federal enquanto a própria Codern executará a obra. "Esse é o último entrave para conseguirmos a licença ambiental e posteriormente a licitação da ampliação do cais", diz Terceiro de Melo.

A obra de construção do terminal de passageiros começou na Codern. Atualmente, os 60 trabalhadores estão demolindo um galpão e a parte interna do antigo frigorífico do porto. O prazo para terminar essa parte inicial da obra é de 60 dias. Após essa fase, a construção do prédio em si do terminal será iniciada.

 

Fonte; Tribuna do Norte

16 de Maio de 2012
Aline Rocha

O governo apresentou na última segunda-feira (14) uma emenda à Medida Provisória 556 para a inclusão do Regime Diferenciado de Contratações (RDC) nas obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) e da educação.

O relator da MP 556, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), aceitou a nova emenda. Segundo ele, o RDC é "um regime jurídico inovador, com um instrumental apto a tornar os procedimentos licitatórios eficientes". O governo afirma que o regime seria benéfico ao PAC, pois aumenta a transparência do processo de contratação e controle das obras, já que estimula a utilização de meios eletrônicos.

O Regime Diferenciado de Contratações Públicas foi criado para flexibilizar as licitações e contratos para obras da Copa das Confederações em 2013, para a Copa do Mundo de 2014, para a Olimpíada de 2016 e para obras de aeroportos em um raio de até 350 km das cidades-sede dos jogos.

O decreto 7.581, que regulamenta o Regime Diferenciado de Contratações Públicas, foi publicado no Diário Oficial em 13 de outubro de 2011.  Na época, o projeto para a flexibilização de contratações de obras públicas foi fortemente rebatido por lideranças setoriais. A Associação Paulista de Empresários de Obras Públicas (Apeop) chegou a divulgar, em maio do ano passado, um informe apontando as implicações para o setor caso o RDC fosse aprovado. Entre outras questões, a entidade criticou os lances sucessivos previstos no regime.

A associação ainda é contra a inversão das fases da licitação. O regime de contratação proposto no projeto, segundo a Apeop, deveria ser reservado à contratação de obras e serviços de maior vulto e complexidade, devido a suas características. A Apeop também defende que os órgãos federais competentes tornem públicas as obras antes de suas licitações, para que haja melhor controle da sociedade sobre o conjunto das obras cujas licitações estarão sujeitas ao RDC.


Representantes do setor foram procurados para comentar a Medida Provisória, mas não foram encontrados.

 

Fonte: PiniWeb

11 de Maio de 2012

A Casa do Construtor de Valinhos (SP) é tocada por uma dupla interessante: Gislaine e Angélica Cáceres, mãe e filha. “Devagarzinho, fomos construindo a loja em local próprio e aprendendo sobre o segmento, o que nos deu confiança para pensar, num futuro próximo, na possibilidade de abrir outra franquia. Estamos felizes não só financeiramente, mas também profissionalmente, o que é importante, porque recebemos da franqueadora o prêmio de Loja Padrão em 2010 e 2011, em primeiro lugar, e Loja Top de Crescimento na segunda colocação também no ano passado”, dizem.

 

Compactadores, betoneiras, painéis metálicos para andaimes, ferramentas elétricas, rompedores, esmerilhadeiras… Nenhum desses equipamentos fazia parte da rotina da dupla, que hoje não só entende do negócio como consegue auxiliar os clientes quando surgem dúvidas. “O melhor é que temos intimidade de mãe e filha e podemos discutir abertamente os pontos fortes e fracos do negócio, sem barreiras no diálogo. Deve ser isso que nos impulsiona a crescer constantemente”, ponderam.

 

A rotina da professora de matemática paulistana Wilce Maciel também mudou bastante há alguns anos. Ao se ver prestes a aposentar-se, decidiu buscar um novo segmento de trabalho. “Pensei em uma franquia, mas nunca na área de locação de equipamentos para construção civil. Pesquisando o mercado com meu marido, porém, conheci a Casa do Construtor. Fomos nos inteirando do segmento, avaliando a possibilidade e, quando me dei conta, estava atrás do balcão”, lembra ela.

 

A loja, instalada no bairro de Santana, em São Paulo, é dirigida pelo casal, mas Wilce não fica só na administração do negócio. “Eu vou para o balcão e conheço bem o segmento porque aprendi com cursos dados na franqueadora, muito estudo e no dia a dia o uso de cada equipamento, bem como a indicação para que meus clientes aproveitem melhor a locação”, orgulha-se ela, que não quer parar de aprender, busca se informar tecnicamente e cita a todo momento a NR-18, Norma Regulamentadora que estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento e de organização que objetivam a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na Indústria da Construção. E se não sabe alguma coisa no momento da locação? “Eu não me aperto, vou na hora buscar ajuda com o meu amigo Google para responder alguma dúvida de um cliente”, relata a franqueada, com todo o seu bom humor. Mãe e avó, Wilce tem energia de sobra para cuidar da família e do empreendimento, que cresce a olhos vistos. Com muito bom humor, ela lembra que quando dizia o seu nome, todos achavam que se tratava do homem responsável pela franquia, e que ficavam meios desconfiados quando a viam pessoalmente. “Hoje, é diferente: vou da vassoura ao computador, mas não voando”, diz, referindo-se ao fato de fazer de tudo na loja, com muito empenho e prazer.

 

A Casa do Construtor é uma rede com 120 lojas distribuídas em 20 estados brasileiros. Dentre seus franqueados, há inúmeras mulheres, que viram no boom da construção civil um excelente momento para investirem no setor. “Hoje, nossa rede é bem heterogênea, com exceção especificamente no que tange à manutenção dos equipamentos, já que ainda os homens são maioria. Mas quando o assunto é gerência de franquia, as mulheres não têm qualquer dificuldade”, comenta Expedito Arena, sócio franqueador.

 

 

09 de Maio de 2012

Será realizada hoje (quarta-feira, dia 9), a partir das 15h em Natal, na sede da Procuradoria Geral do Estado, a 13ª Reunião Ordinária de Trabalho da Câmara Temática Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Copa de 2014.

Em pauta, a apresentação do futuro Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, a cargo do superintendente do Consórcio Infraamérica, Ibernon Gomes; e as obras de acesso a este novo equipamento, cujos detalhes serão mostrados pela engenheira e diretora de Operações do DER/RN, Francini Goldoni.

Os impactos do aeroporto no município de São Gonçalo do Amarantes também serão debatidos na reunião. A palestra será proferida pelo secretario municipal de Meio Ambiente, Hélio Dantas Duarte.


07 de Maio de 2012

Gero Rueter - Deutsche Welle

Berlim - A importância da energia eólica cresce rapidamente em todo o mundo. Na Espanha e na Dinamarca, o vento é a fonte de 20% da eletricidade. Na Alemanha, essa percentagem é de 10% e, segundo os prognósticos, até 2020, será de 20% a 25%. Segundo a Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA, na sigla em inglês), no ano passado foram construídas novas centrais eólicas perfazendo 40 gigawatts (GW) de energia produzida. Com isso, o total da energia ambientalmente correta em todo o mundo chegou a 237 GW no final de 2011, o equivalente ao desempenho de 280 reatores termonucleares.

 

Júnior SantosOpção pelos parques eólicos está mais ligada a questões econômicas do que ao meio ambiente num mercado dominado pelos chinesesOpção pelos parques eólicos está mais ligada a questões econômicas do que ao meio ambiente num mercado dominado pelos chineses


Números respeitáveis, considerando-se que atualmente há cerca de 380 reatores desse tipo fornecendo energia. O prognóstico leva em conta a tendência de desligamento de usinas nucleares, o que deve reduzir a parcela de contribuição desta fonte no fornecimento mundial de energia.

A expansão da energia eólica em escala mundial avança a passos largos. A cada ano, o número de aerogeradores cresce 20%. A WWEA estima que até 2020 o volume energético gerado pelo vento irá quadruplicar, chegando a mais de mil gigawatts.

A China é o país que mais promove esse avanço: de lá vem quase a metade de todas as turbinas produzidas em 2011. O país é líder no setor de energia eólica, seguido por Estados Unidos e Alemanha. No entanto, em relação ao número de habitantes e à participação do vento perante outras fontes de eletricidade, nações da União Europeia como a Dinamarca, Espanha e Alemanha seguem sendo as campeãs. Na China, a parcela da energia eólica no abastecimento nacional gira em torno de apenas 3%.

Embora seja favorável ao meio ambiente e ao clima, o sucesso da energia eólica em escala global se deve, sobretudo, ao fato de ser a opção mais barata. Stefan Gsänger, diretor geral da WWEA, calcula entre cinco e nove cents de euro o preço de um kilowatt/hora de eletricidade produzido nas usinas modernas em terra. Em comparação, o mesmo volume de energia produzido em usinas modernas de carvão mineral custa cerca de sete cents na Europa.

Entretanto, estudos da UE e do ministério alemão do Meio Ambiente mostram que os verdadeiros custos são praticamente o dobro. Isso de deve ao fato de a fuligem expelida pelas usinas de carvão ser responsável por diversas doenças respiratórias, acarretando altos custos para o sistema de saúde. Cálculos sérios também revelam que o preço final da energia gerada em outras usinas modernas a base de combustíveis fósseis também são superiores aos da energia eólica em terra.

Na opinião de Gsänger, a energia eólica continua necessitando de apoio político, mesmo constando, hoje em dia, entre as fontes energéticas menos onerosas. Esse apoio não seria na forma de taxas mais altas, mas de uma tarifa de abastecimento garantida.

Segundo o diretor geral da WWEA, esse tipo de garantia é necessário para que se obtenham créditos bancários. Ele cita o exemplo da Turquia: "Lá, a tarifa de abastecimento está abaixo do preço de mercado. No entanto, a tarifa é necessária, pois aí os bancos financiam as usinas eólicas. E vejo isso também como perspectiva para outros países".

Micro-usinas podem ser bom investimento

Instrumentos de financiamento são muito importantes para a expansão da energia eólica. Ao contrário das usinas de combustíveis fósseis, os principais custos são de investimento, o que é um grande problema nas regiões menos desenvolvidas. Por isso, em várias nações africanas, por exemplo, o avanço da energia do vento está totalmente estagnado.

Gsänger postula que, para produzir energia eólica mesmo assim nesses países, a solução seriam usinas menores e um sistema de microcrédito, como o desenvolvido pelo prêmio Nobel da Paz Muhammad Yunus em Bangladesh. "Isto significa que a empresa que disponibiliza a usina também fornece o crédito, simultaneamente. Os consumidores de eletricidade o reembolsam mensalmente, mas só começam a pagar quando a central realmente fornecer energia."

Nos últimos anos, a tecnologia eólica tem evoluído: assim, existem turbinas com hélices bem grandes, para regiões de pouco vento, e torres mais altas, que exploram melhor o potencial local. Além disso, são construídas grandes centrais em alto mar. Uma outra inovação são pequenos aerogeradores para residências, comunidades ou firmas industriais. Mais de meio milhão deles foram instalados até o momento, a maioria na China e nos Estados Unidos.

 

Fonte: Tribuna do Norte

05 de Maio de 2012

A governadora Rosalba Ciarlini assinou ontem pela manhã a ordem de serviço para construção de um Terminal Marítimo de Passageiros no Porto de Natal. A obra do Governo Federal faz parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e foi assinada também pelo ministro dos Portos, Leônidas Cristino. A previsão é que o terminal fique pronto até o segundo semestre de 2013. A solenidade contou também com a presença do presidente da Assembleia Legislativa Ricardo Motta; dos deputados federais Felipe Maia, Rogério Marinho e Sandra Rosado; do diretor-presidente da Codern, Terceiro de Melo; e do presidente da Fiern, Amaro Sales, entre outros convidados.

 

Alex RégisGovernadora Rosalba Ciarlini assinou ordem de serviço junto ao ministro dos Portos, Leônidas Cristino, na manhã de ontemGovernadora Rosalba Ciarlini assinou ordem de serviço junto ao ministro dos Portos, Leônidas Cristino, na manhã de ontem

 


A obra está orçada em R$ 49,3 milhões e será executada pela Constremac Construções, empresa sediada em São Paulo, especializada na execução de obras portuárias. Trata-se da mesma empresa responsável pela construção do terminal pesqueiro, parada há um ano por falta de pagamento e por dificuldades para se definir uma via de escoamento para a produção. Além da construção do terminal,  considerada uma obra importante para a realização da Copa do Mundo, o Porto de Natal ganhará melhorias.

O projeto do Terminal Marítimo de Passageiros, que terá capacidade para 3 mil pessoas, inclui um prédio de dois pavimentos, balcões de atendimento, escritórios de órgãos públicos (Anvisa, Polícia Federal, Juizado de Menores), ambulatório, administração, restaurante, salão de exposições e palco. "É um ganho na capacidade de receber o turista, que terá a disposição um ambiente novo e moderno", resume a governadora. Além disso, a obra contempla a adaptação do antigo frigorífico, ampliação e recuperação do cais do Berço 01, a retroárea e a instalação de um dolfim de amarração (ao qual os navios de até 250 metros de comprimento serão atados).

A governadora Rosalba Ciarlini participou da solenidade e disse que "a realização de jogos da Copa do Mundo em Natal está propiciando a realização de uma série de obras estruturantes fundamentais para o desenvolvimento do Rio Grande do Norte", disse Rosaba. Além de agradecer ao Governo Federal pelos investimentos, Rosalba lembrou da necessidade de engajamento na causa do mercado salineiro potiguar, que sofre com a concorrência do sal chileno. Rosalba cobrou ainda a necessidade de transformar o Porto de Natal no terceiro porto de grande relevância do Nordeste, ao lado de Pecém, no Ceará, e Suape, em Pernambuco.

O ministro Leônidas Cristino disse que o investimento do Governo Federal atingirá mais seis cidades. "Nós vamos construir sete novos terminais no Brasil: em Manaus, Fortaleza, Natal, Recife, Salvador, Rio de Janeiro e Santos. Esses terminais vão servir para que essas cidades possam receber navios que, principalmente durante a Copa do Mundo, servirão como hotéis flutuantes", explicou o ministro Leônidas Cristino. "Isso representa um legado extraordinário que ficará para a cidade, para o Estado, além de proporcionar melhores condições para receber bem o turista", concluiu.

Bate-papo

Leônidas Cristino, ministro dos Portos

A construção do terminal faz parte de uma política nacional?

Exatamente. Vamos construir sete terminais pelo país. Um em Manaus, outro em Fortaleza, em Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Santos e um aqui em Natal. O de Santos servirá principalmente para São Paulo, no intuito de diminuir o déficit de leitos nos hotéis. Esses terminais podem receber navios que funcionam como hotéis flutuantes. Essa é uma ideia do Governo Federal que será colocada em prática nessas sete cidades.

É um dos legados da Copa do Mundo?

Os terminais de passageiros serão um legado extraordinário. Só no Nordeste nós vamos construir em Salvador, Recife, Fortaleza e aqui em Natal. Isso vai dar uma melhor condição de receber os turistas. O Nordeste tem um potencial muito grande, então é preciso incrementar. A Copa vai servir pra gerar esse crescimento dessa capacidade.

Qual o volume de investimento?

Nós estamos investindo R$ 540 milhões. Cerca de R$ 270 milhões nós já concluímos, que foi a ampliação e modernização do Porto-ilha (em Areia Branca). Isso traz mais modernidade para a cadeia do sal, que é importante para o Estado e para o Brasil. Nós vamos melhorar a estrutura de cais aqui no Porto de Natal, incrementando a capacidade de movimentação de carga. O Porto de Natal ficará apto a receber grandes navios.

 

Fonte: Tribuna do Norte

04 de Maio de 2012

O Custo Unitário Básico (CUB) da construção civil do Estado de São Paulo subiu em abril, variando 0,14% em relação a março deste ano.

Calculado pelo SindusCon-SP (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV), o CUB é o índice oficial que reflete a variação dos custos do setor para a utilização nos reajustes dos contratos de obras.

Em abril, os custos das construtoras com materiais de construção se elevaram 0,33% em comparação a março. Já os custos com mão de obra e os salários dos engenheiros mostraram estabilidade em relação ao mês anterior. A média ponderada entre os três itens resultou na variação de 0,14% do CUB representativo da construção paulista (RN-8), que neste mês ficou em R$ 964,60 por metro quadrado.

No acumulado do ano, o CUB registra alta de 0,99%. Nos últimos 12 meses encerrados em abril a variação é de 6,11%.

No mês de abril, cinco dos 41 insumos da construção pesquisados tiveram aumento acima do IGP-M do mês, que subiu 0,85%. 

(Redação - www.ultimoinstante.com.br)



27 de Abril de 2012

Brasília - O ministro angolano das Finanças, Carlos Alberto Lopes, encontra-se no Brasil para uma visita de três dias, onde vai discutir aspectos ligados ao reforço das relações entre os dois países.

Carlos Alberto Lopes vai manter encontros com o ministro brasileiro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

A visita do titular da pasta das Finanças de Angola foi antecedida de discussões técnicas com vista à obtenção por Angola do apoio financeiro do Brasil para projectos da reconstrução do sector da energia, infra-estruturas e indústria.

A delegação técnica angolana foi recebida terça-feira pelo embaixador de Angola no Brasil, Nelson Cosme, para a abordagem dos aspectos inerentes às discussões com a parte brasileira.

As discussões técnicas que antecederam a visita do ministro das Finanças tiveram início quarta-feira em Brasília. As delegações pela parte angolana foram dirigidas por Carlos Panzo, director da Unidade de Dívida Pública do Ministério das Finanças, e pela parte brasileira, o secretário-adjunto do Ministério da Fazenda para os Assuntos Internacionais, Luís Fernando.

Angola é o terceiro parceiro comercial africano do Brasil. No último ano exportou para o Brasil petróleo e derivados no valor de mais de quatrocentos milhões de dólares, enquanto o Brasil exportou para Angola bens avaliados em mais de um bilião de dólares.

 

Fonte: Africa21Digital

24 de Abril de 2012
Dois anos e dois meses antes do início da Copa do Mundo FIFA Brasil 2014, o Rio Grande do Norte tem dúvidas acerca de qual aeroporto será utilizado durante o mundial. Contudo, segundo as informações da Secretaria Extraordinária para a Copa, essa dúvida não é ruim. O que o Governo do Estado não sabe é se irá receber os turistas da Copa do Mundo somente com o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante ou se com o Aeroporto Augusto Severo. De acordo com o secretário Demétrio Torres, existe a possibilidade de operação simultânea dos dois aeroportos durante o evento.
Alex RégisConsórcio Inframérica garante que está acelerando a construção do Aeroporto de São Gonçalo, justamente para pegar carona na divulgação mundial que Natal terá durante os jogos da Copa de 2014Consórcio Inframérica garante que está acelerando a construção do Aeroporto de São Gonçalo, justamente para pegar carona na divulgação mundial que Natal terá durante os jogos da Copa de 2014

O Governo do Estado trabalha oficialmente com a certeza de que o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante estará pronto até a Copa do Mundo. Essa certeza está balizada na intenção do próprio Consórcio Inframérica, que vem declarando desde o início da parceria com o Governo do Estado, oficializada no dia 28 de novembro do ano passado com a assinatura do termo de concessão, a intenção de operar o Aeroporto já a partir de 2014. O Consórcio vem acelerando a construção do novo aeroporto justamente para "pegar carona" na divulgação e exposição pela qual passará a cidade com a Copa do Mundo.

É natural que, para um aeroporto recém-inaugurado e que procura se firmar como porta de entrada para passageiros e cargas vindas da Europa, haja interesse em estar funcionando durante a Copa do Mundo, tendo em vista a grande quantidade de turistas em circulação do Estado. Para se ter uma idéia, mais de 40% dos visitantes da África do Sul em 2010 eram provenientes da Europa. Como se sabe, a proximidade com o Velho Continente é um dos principais trunfos do Aeroporto de São Gonçalo para se estebelecer como "hub".

Para se ter uma idéia do interesse do Consórcio, basta observar a opinião do presidente do Consórcio Inframérica, Gerson Almada: "Estamos trabalhando para entregar o terminal de passageiros até a Copa do Mundo de 2014. Nossos esforços estão voltados para a conclusão do projeto em até 2 meses antes do evento, para termos tempo hábil de executar o período de operação assistida. Para isso, estamos antecipando a entrega do Projeto Básico à ANAC e a perspectiva é de que as obras no Aeroporto comecem ainda neste semestre".
Alex RégisSe o Augusto Severo for o aeroporto da Copa, o prolongamento da Prudente terá prioridadeSe o Augusto Severo for o aeroporto da Copa, o prolongamento da Prudente terá prioridade

Mesmo com a garantia, por parte do Consórcio que constrói o Aeroporto de São Gonçalo, de que haverá tempo hábil para inaugura o novo aeroporto antes da Copa, o Governo do Estado trabalha com a possibilidade de continuar com o Aeroporto Augusto Severo. "O que está na matriz de responsabilidade é o Aeroporto Augusto Severo.  Mas com o leilão do aeroporto, abriu-se essa possibilidade. O Consórcio não tem dúvidas de que o Aeroporto de São Gonçalo estará operando. Então existe uma grande possibilidade de ter os dois operando", explica Demétrio Torres.

Uma das cláusulas do contrato com o Consórcio Inframérica é de que o Aeroporto Augusto Severo será desabilitado para que o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante comece a funcionar. Isso serve para evitar uma "competição" entre os dois aeroportos, causando "prejuízo" para o grupo de empresas que arrematou a parceria com o Governo do Estado. Qualquer possibilidade de operação conjunta dos dois aeroportos precisa antes de tudo de uma negociação com o Consórcio Inframérica. Decisões unilaterais nesse caso podem ocasionar cobrança de multa.

A decisão acerca de qual aeroporto será utilizado é fundamental porque impacta diretamente na logística escolhida para a Copa do Mundo. Caso o aeroporto seja o Augusto Severo, o prolongamento da Prudente de Morais e demais alternativas para entrada em Natal pela BR-101 são prioridade. Caso seja o de São Gonçalo, a prioridade passa a ser a Via Metropolitana.

Caso não haja operação conjunta entre os dois aeroportos, o cronograma de desativação do Augusto Severo e início do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante.

Bate-papo

Gerson Almada  » presidente da Infravix
A expectativa do Consórcio ainda é colocar o Aeroporto de São Gonçalo em operação até a Copa do Mundo? Como estão os preparativos para isso?

Sim, estamos trabalhando para entregar o terminal de passageiros até a Copa do Mundo de 2014. Nossos esforços estão voltados para a conclusão do projeto  até 2 meses antes do evento, para termos tempo hábil de executar o período de operação assistida. Para isso, estamos antecipando a entrega do Projeto Básico à ANAC e a perspectiva é de que as obras no aeroporto comecem ainda neste semestre.
Alex RégisGerson Almada, presidente da InfravixGerson Almada, presidente da Infravix

De que forma um evento dessa importância pode ajudar na divulgação do Estado? O Consórcio espera que o movimento no aeroporto aumente por conta da divulgação provocada pela Copa do Mundo?

Em junho de 2014, é esperado um aumento natural do movimento não apenas devido à Copa do Mundo, mas também por causa do período de férias, onde muitos turistas viajam para a região. O Consórcio considera o aeroporto de São Gonçalo do Amarante um hub logístico entre o Brasil e a Europa e, com a realização da Copa do Mundo, o aeroporto deverá ser uma porta de entrada para os turistas estrangeiros.

A distância do aeroporto para os hotéis e o trajeto da Via Costeira para o estádio podem ser um problema na Copa?

Essa é uma questão que cabe ao Governo Estadual e à Prefeitura de São Gonçalo do Amarante. Nossa expectativa é a melhor possível, ou seja, a de que a infraestrutura necessária para ligar o aeroporto de São Gonçalo do Amarante a Natal será provida pelos órgãos competentes até a Copa do Mundo. Acreditamos que o suporte do Setor Público será cumprido e nossa experiência em casos semelhantes no Nordeste do Brasil mostra que essa parceria é sempre positiva.


Fonte: Tribuna do Norte
20 de Abril de 2012

Dentro do projeto de mobilidade urbana para preparar Natal para a Copa do Mundo de 2014, as obras de prolongamento da avenida Omar O'Grady, mais conhecida como prolongamento da Prudente de Morais, parecem ganhar fôlego. A construção dos túneis ao longo da via, de responsabilidade da empresa IM Comércio e Terraplanagem Ltda, estão em estágio avançado e devem ser entregues antes mesmo do prazo estipulado em contrato, segundo o diretor comercial da empresa, o engenheiro Juliano Galvão.

As ruas dos Caiapós e Tamanduatéi, em Cidade Satélite, permanecem interditadas e mesmo após a conclusão da atual etapa das obras, cabe ao Departamento de Estradas e Rodagens (DER), mediante estudo a ser feito, estabelecer quando será liberado o fluxo pelas vias. De acordo com Juliano Galvão, as obras de construção dos túneis seguem o cronograma inicial do projeto e, mesmo tendo o prazo contratual de entrega da obra estipulado para agosto, a empresa responsável pretende concluir as construções ainda no primeiro semestre. Atualmentea obra encontra-se em fase de finalização do muro armado e vigas dos túneis, para em seguida ser feita a pavimentação do local. O projeto dos túneis da avenida está orçado em mais de R$ 11,6 milhões.

Vizinho da obra e morador da rua Azinheira há 28 anos, Agenor Medeiros considera importante a intervenção para a mobilidade urbana de Natal e acredita que desta vez o prolongamento deverá ser concluído, após as interdições que aconteceram desde que a obra foi iniciada há cerca de três anos. Para o morador, o prolongamento deve movimentar mais o trecho, considerado por ele pouco seguro devido à falta de circulação de carros e pessoas e da deficiência de iluminação, além da existência de terrenos baldios e morros nos arredores.

O prolongamento da avenida Prudente de Morais/Omar O'Grady faz parte da chamada Via Metropolitana de Natal, iniciada em setembro de 2009. Sua conclusão deve tornar a Prudente de Morais a segunda entrada da cidade, além de facilitar o acesso ao Aeroporto de São Gonçalo do Amarante, ainda em construção. A obra criará alternativas para os veículos que quisessem atravessar a Região Metropolitana, sem ter de passar pela zona urbana de Natal.

 

Fonte: Diário de Natal