Isaac Lira - repórter
O Governo do Estado garantiu ontem a inclusão de mais três obras de mobilidade na matriz de responsabilidades para a Copa do Mundo, acordada com o Governo Federal. Além disso, as obras do Veículo Leve sobre Trilhos tiveram os recursos liberados. Com as duas confirmações, o Rio Grande do Norte receberá investimentos de R$ 320 milhões em obras viárias e mais R$ 136 milhões para o VLT. Os recursos serão conseguidos a partir de empréstimos, cujo pagamento ficará a cargo do Estado, com exceção de R$ 74 milhões destinados ao VLT, que será repassado pelo Governo Federal "a fundo perdido".
A ampliação do porto será financiada pelo Governo Federal e a Codern executará a obra
Segundo a secretária estadual de Infraestrutura, Kátia Pinto, os R$ 320 milhões serão destinados a três obras: os acessos ao Aeroporto de São Gonçalo do Amarante; a construção de um viaduto para ligar a BR-101, na entrada de Natal, ao prolongamento da avenida Omar O´Grady (Prudente de Morais); e as obras na avenida Engenheiro Roberto Freire. Com a assinatura do aditamento da matriz de responsabilidade, o Governo terá autonomia para buscar empréstimos junto aos bancos e instituições financeiras. "Os empréstimos serão feitos junto à Caixa ou ao BNDES, não sabemos ainda. Vai depender das taxas de juros oferecidas pelas duas instituições", explica Kátia.
O encaminhamento das obras na Prudente de Morais e dos acessos ao Aeroporto de São Gonçalo do Amarante será mais simples. De acordo com a secretária de infraestrutura, as licenças ambientais já foram obtidas e a licitação realizada. "Nesse caso é ter acesso aos recursos e começar a obra", aponta. O viaduto na BR-101 visa dar maior fluidez ao trânsito na entrada da cidade, marcada por engarrafamentos diários, principalmente nos horários de pico. Já os acessos são um complemento indispensável para potencializar o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante. São dois: através da Zona Norte, com uma ligação com a avenida Moema Tinoco, e do aeroporto até a BR-304, em Macaíba.
Já a reestruturação da avenida Engenheiro Roberto Freire precisará de mais tempo. A Secretaria de Infraestrutura está cuidando do licenciamento ambiental. "Estamos em contato com o órgão ambiental para saber exatamente quais estudos são necessários e só após finalizar isso poderemos fazer a licitação", expõe Kátia Pinto. A obra será a primeira do Estado a participar do Regime Diferenciado de Contratação - aprovado pelo Governo Federal para obras relacionadas à Copa do Mundo. Nessa modalidade, os prazos de licitação são menores. Não há data fixada para início da obra, mas a construção deve durar um ano e meio para ser concluída.
A nova Engenheiro Roberto Freire, será uma via expressa de 4 km, com doze pistas - o dobro das existentes no traçado atual. Incluída na matriz de responsabilidade da Copa 2014, a obra vai custar R$ 220 milhões. Esse valor, definido no Projeto Executivo, é quase quatro vezes maior que o previsto no projeto básico (R$ 57 milhões). As novas pistas serão construídas em túneis. Com a construção dos túneis, a secretária acredita que não haverá desapropriação de nenhum comércio.
Entrave para ampliação do cais pode acabar
A Companhia de Docas do Rio Grande do Norte anunciou ontem que o principal entrave para fazer a licitação para ampliar o cais quatro do Porto de Natal está perto de ser resolvido. Uma reunião realizada ontem com a participação de representantes da Federação dos Pescadores do RN selou o acordo entre as partes, sob a condição de se construir uma nova sede para a Colônia de Pescadores do Maruim.
Segundo o presidente da Codern, Terceiro de Melo, a construção da nova sede será financiada pelo Governo Federal enquanto a própria Codern executará a obra. "Esse é o último entrave para conseguirmos a licença ambiental e posteriormente a licitação da ampliação do cais", diz Terceiro de Melo.
A obra de construção do terminal de passageiros começou na Codern. Atualmente, os 60 trabalhadores estão demolindo um galpão e a parte interna do antigo frigorífico do porto. O prazo para terminar essa parte inicial da obra é de 60 dias. Após essa fase, a construção do prédio em si do terminal será iniciada.
Fonte; Tribuna do Norte
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Gerson Almada, presidente da Infravix





