13 de Fevereiro de 2012

Segundo levantamento do Sinapi, região Sudeste teve a maior alta do país, com aumento de 1,12%


Da Redação

Marcelo Scandaroli

O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado mensalmente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em convênio com a Caixa Econômica Federal (CEF), registrou variação de 0,59% em janeiro, 0,47 ponto percentual acima da taxa apresentada em dezembro de 2011 (0,12%). Nos últimos 12 meses a alta registrada foi de 5,98%.

O custo nacional da construção por metro quadrado passou de R$ 809,65 (dezembro) para 814,43 (janeiro), sendo R$ 445,78 relativos aos materiais e R$ 368,65 à mão de obra. A parcela dos materiais apresentou queda de 0,13%, enquanto a parcela de mão de obra registrou aumento de 1,47%.

 

A maior taxa regional de janeiro ficou com o Sudeste (1,12%), causada pelo reajuste salarial no Estado de Minas Gerais. O Norte (0,86%), Nordeste (0,20%), Centro-Oeste (0,06%) e Sul (0,05%) tiveram variações menores. Os custos regionais, por metro quadrado, foram: R$ 852,39 (Sudeste); R$ 826,61 (Norte); R$ 814,81 (Centro-Oeste); R$ 804,07 (Sul) e R$ 769,19 (Nordeste).

 

Fonte: PiniWeb

12 de Fevereiro de 2012
Paulo Nascimento, O Poti
 
A espera de mais de quase 17 anos para uma real confirmação de que o Aeroporto de São Gonçalo do Amarante passaria apenas de um projeto para a realidade trouxe bastante desconfiança entre os moradores do município. As impressões, no entanto, estão mudando aos poucos, principalmente após a recente visita da presidenta Dilma Rousseff, que desceu com o avião presidencial na pista de pouso do aeroporto, etapa da obra feita sem a participação da iniciativa privada.
 
Aos poucos, a esperança vai tomando conta de cada morador, comerciante e político da região. Oportunidade de empregos, de gerar renda e mudar de vida preenchem os sonhos de quem acredita que o aeroporto é uma espécie de "marco zero" na história do município que integra a Região Metropolitana de Natal e tem pouco mais 87 mil habitantes, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Este número de moradores, que hoje está um tanto quanto longe de alcançar a casa dos100 mil, deverá ser facilmente acrescido de dezenas de habitantes frente à expectativa relativa ao novo aeroporto potiguar. Informações dão conta de que apenas um empreendimento habitacional que deverá ser construído até 2014, data prevista para início das operações do aeroporto, receberá 12 mil pessoas.
 
A região é tratado por Dilma como a nova fronteira logística da nação e ponto vital no desenvolvimento não só do Rio Grande do Norte, como de todo o Brasil. Este apontamento vem do histórico de novos aeroportos, que sempre trazem consigo um grande crescimento populacional no entorno de onde é construído, em especial nos casos de "aeroporto-cidade", como é o de São Gonçalo, previsto para ser o terceiro maior do Nordeste após a sua conclusão, junto com o aeroporto de Fortaleza, no Ceará. O modelo aeroportuário que será tocado pelo consórcio Inframérica, vencedor do leilão para construção e administração, prevê uma grande atração de empresas tanto para a própria área, que possui 15 km², como para toda a região.E na expectativa de que o progresso chegue o quanto antes em São Gonçalo, já a partir do início da construção do terminal, anunciado pelo consórcio para o início de março, o empresário Augusto Justino, mais conhecido como Duda pelos frequentadores do seu restaurante, um dos maiores da região, e de sua pousada, única em funcionamento na área, vislumbra crescer. Os planos de expansão das empresas de Duda são ousados e já se encontram em curso. Quem visitar seu restaurante, em atividade há mais de 15 anos, ou ficar em um dos apartamentos da pousada nos próximos dias já poderá ver as mudanças acontecendo. "Irei duplicar a quantidade de apartamentos, passando de oito para 16. Vou aumentar o restaurante, cobrir a parte que está faltando e construir uma cozinha industrial", conta ele, revelando parte de seus investimentos iniciais de R$ 50 mil, que já foram feitos em parte, pois todo o material para as reformas e ampliações já estão comprados.

Duda se considera um dos poucos que acreditaram desde o início que o aeroporto serviria de mudança real para São Gonçalo. "Acompanho há muito tempo o desenrolar. Vou para todas as reuniões e vejo que o aeroporto é a redenção de São Gonçalo, diferente do que muitas pessoas ainda pensam, devido ao tempo que passou para que a obra fosse confirmada", destaca o empresário.
 
As mudanças ainda aguardadas por boa parte de São Gonçalo já vem sendo sentidas por Augusto Justino há algum tempo, pois seu restaurante forneceu refeições para uma empresa que prestava serviços no canteiro de obras da construção da pista de pouso do aeroporto. Ele espera, no entanto, que o crescimento seja ainda maior com o início das obras no terminal. "Os planos são para triplicar a quantidade de refeições vendidas por dia ainda neste semestre", revela. Com todo o quadro de empregados morando nas proximidades, Duda ainda espera poder contratar mais. "Desde o mês passado estou com mais duas pessoas no restaurante, mas com certeza chamarei mais funcionários. Em breve, quem vai assumir tudo são meus filhos", diz Augusto. Dos dois filhos do empresário, um é formado em gestão de empresas e o segundo está estudando ciências contábeis.

Boom imobiliário


Parte vital no esperado "boom" econômico dos próximos anos, o setor de construção civil de São Gonçalo ainda aguarda pelo aeroporto, mas já se mostra em franco crescimento, seja pelo crescimento das lojas existentes ou a chegada de grandes redes do setor de construção na cidade. Basta pegar a estrada rumo à sede do município e perceber o sem-número de loteamentos, conjuntos e residenciais de casas e apartamentos previstos para serem entregues dentro dos próximos meses. Números da própria prefeitura demonstram este crescimento habitacional: em 2008 foram emitidos 54 alvarás de construção, enquanto que em no ano passado foram 4.495. Acompanhando a maré favorável, uma dos maiores lojas de material de construção do município dobrou sua área. "Tudo que temos até agora é fruto do comércio local. Nada ainda nos veio devido ao 'sagrado aeroporto'. Ainda estamos muito parados, falando do comércio como um todo. Não temos ainda uma associação, por exemplo", comentou o gerente de vendas Josivan Pinheiro.

Mesmo sem muitas informações sobre o impacto do que será a inauguração do aeroporto e o que virá de desenvolvimento nos próximos anos, o gerente aguarda uma explosão comercial nunca antes vista na história de São Gonçalo. "A perspectiva comercial é muito grande. Esperamos um salto de 200% nas vendas quando a obra estiver em pleno funcionamento, além da promessa de que serão utilizados fornecedores locais, apesar de que ainda temos muitas dúvidas a respeito disto", comentou Josivan Pinheiro. Os planos da empresa ainda são tímidos, mas com vistas para um futuro próspero. "Acabamos de fazer uma grande ampliação na loja principal. Até agora, a programação da empresa é abrir outra loja, até para competir com as novas que estão chegando, mais próximas do centro da cidade", conta o gerente.

A esperança de dias (e anos) muito melhores, no entanto, não limita-se ao setor comercial. Pegando literalmente no pesado, carregando pedras e areia para uma construção na casa da irmã, que mora no mesmo terreno que ele, o jovem Rosenildo Miranda, 17 anos, sonha com uma mudança de vida com a chegada das obras de aeroporto. "Tenho uma grande vontade de fazer um curso, para poder trabalhar na obra. Se aparecer, pode ter certeza que eu faço", conta ele, mais conhecido entre os familiares e amigos como Nildo. Morando a pouco mais de 2 quilômetros da atual entrada do aeroporto, o jovem, que faz "bicos" para completar a renda familiar, vê no aeroporto a oportunidade de mudança. "De um jeito ou de outro acho que vai mudar a vida de todo mundo mesmo. Tomara que seja para melhor e eu possa ajudar minha família trabalhando".

10 de Fevereiro de 2012

Torre de concreto de 169 m em construção no deserto de Nevada, Estados Unidos, vai abrigar um receptor de 30 m de altura para captação de energia solar e aquecimento a partir do sal armazenado em seu topo


Mauricio Lima

 

Divulgação: Solar Reserve
Torre tem 169 m de altura

Uma torre de concreto com 169 m de altura localizada no deserto do Estado de Nevada, nos Estados Unidos, está em construção para suportar um receptor de aproximadamente 30 m de altura em seu topo.

A construção é parte de um projeto para captação de energia solar, que será armazenada a partir do aquecimento do sal. O projeto está sendo realizado pela Tonopah Solar Energy, que começou em setembro a obra em um terreno de 177,6 mil m² próximo à cidade de Tonopah.

 

O receptor será responsável por captar a luz solar refletida dos milhares de helióstatos posicionados em volta da torre. Esses helióstatos serão construídos sobre pequenas fundações de estacas cravadas, distribuídas em um terreno de 5,18 km². A estrutura dos helióstatos será feita em steel frame e terá uma parte móvel, que permite a movimentação da parte refletora tanto vertical quanto horizontalmente, para que os raios solares possam ser direcionados diretamente para a torre.

 

A geração de energia funciona da seguinte forma: os raios solares refletidos pelos helióstatos e captados no topo da torre aquecem uma grande quantidade de sal acumulada no alto da torre. Esse sal será utilizado para aquecer a água e gerar vapor para mover as turbinas e produzir energia. Isso permite que a usina funcione também durante a noite, pois o sal tem uma eficiência térmica de 98%, segundo a Tonopah Solar Energy, podendo reter o calor por várias horas.

 

Depois de passar pelas turbinas, o vapor volta para o estado líquido, podendo ser reaquecido. O sal que foi utilizado para aquecer a água, após perder o calor, passa por um processo de resfriamento e fica no aguardo para ser novamente aquecido pelo calor da torre.

 

A torre ficará sobre uma base de concreto de 30 m de diâmetro. Para acelerar sua construção, foram utilizadas fôrmas deslizantes. Em toda a torre deverão ser utilizados aproximadamente 95,5 mil m³ de concreto. Internamente, além de cabos e tubos para transporte de sal, a torre terá também escadas e elevadores até seu topo para manutenção.

 

A previsão é que toda a obra fique pronta em 2014, com investimento de aproximadamente US$ 900 milhões. Atualmente, cerca de 600 pessoas trabalham na construção. A usina deve gerar 110 MW de capacidade instalada.

 

 

Divulgação: Solar Reserve
Torre durante o início da construção. Obra foi iniciada em setembro de 2011
Divulgação: Solar Reserve
Torre foi construída com fôrmas deslizantes



Fonte: PiniWeb

 

09 de Fevereiro de 2012

A energia eólica offshore tornou-se extremamente forte nos últimos meses, pois tem certas vantagens sobre parques eólicos são construídos sobre uma área de terra.

 

China por sua vez é levado a sério nos últimos anos de energias renováveis ​​e agora anunciaram a construção de um parque eólico ao largo da província de Guangdong, o parque terá a capacidade de gerar cerca de 200 megawatts.


Para começar a construção reservado um investimento de 705 milhões de dólares nesta área da China, há grandes correntes de ar, tornando-o um local ideal para um parque eólico.

 

China diz que, estamos comprometidos com o uso de energia renovável, mas também anunciaram que estão se inclinando mais para o vento, como eles acreditam que é a melhor fonte para ter energia suficiente no futuro e para atender a demanda de energia único país da energia limpa.

 

China é o país mais populoso do mundo, centenas de milhões de habitantes, as autoridades enfrentam um grande desafio.

 

 

Fonte: Blog Energias Renováveis

06 de Fevereiro de 2012

As ofertas vencedoras do leilão dos aeroportos de Guarulhos, Viracopos e Brasília, realizado nesta segunda-feira (6) na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), somaram R$ 24,5351325 bilhões, segundo dados apresentados na própria bolsa. O ágio total do leilão foi de 347%, considerando o valor mínimo R$ 5,477 bilhões que o governo pedia pelos três aeroportos.

 

O aeroporto de Guarulhos foi arrematado pelo consórcio Invepar (composto pela Invepar Investimentos e Participações e Infraestrutura, com participação de 90%, e operadora Airport Company South Africa, com 10%), por R$ 16,213 bilhões, com ágio de 373,5% sobre o valor mínimo estabelecido pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

 

A concessão de Viracopos, em Campinas, ficou com o consórcio Aeroportos Brasil (45% pela Triunfo Participações e Investimentos, 45% da UTC Participações e 10% da Egis Airport Operation, da França), que ofereceu R$ 3,821 bilhões, um ágio de 159,75%.

 

Já o terminal de Brasília ficou com o consórcio Inframérica Aeroportos (50% da Infravix Participações e 50% da Corporation America, da Argentina), R$ 4,501 bilhões, com ágio de 673,89%. O consórcio é o mesmo responsável pela administração do aeroporto de São Gonçalo do Amarante, no Rio Grande do Norte, leiloado em agosto de 2011.

 

A Infraero, empresa estatal que atualmente administra os aeroportos leiloados, terá uma participação de 49% em cada um dos três consórcios vencedores. Segundo o presidente da Infraero, Gustavo do Vale, mesmo com essa participação de 49%, a empresa "não vai interferir na administração. Vai ser um sócio parceiro". Segundo Vale, a participação da Infraero é para que a estatal continue a receber dividendos e tenha sua receita garantida, uma vez que que continuará administrando outros 63 aeroportos pelo país.

 

O ministro-chefe da Secretaria de Aviação Civil, Wagner Bittencourt, afirmou considerar o resultado "bastante expressivo". Na avaliação dele, o leilão sinaliza que os investimentos no país são seguros e rentáveis.

 

A assinatura dos contratos deverá ser feita em até 45 dias após a homologação do leilão, o que deve ocorrer em 20 de março, segundo a Anac. A partir da celebração do contrato, haverá um período de transição de seis meses (prorrogável por mais seis meses ), no qual a concessionária administrará o aeroporto em conjunto com a Infraero. Após esse período, a concessionária assume a totalidade das operações do aeroporto.

 

As concessionárias vencedoras irão administrar os aeroportos durante o prazo de concessão, de 30 anos para Campinas, 25 anos para Brasília e 20 anos para Guarulhos.

 

A expectativa do governo é que, com administrador privado, as obras de ampliação e melhoria desses aeroportos sejam aceleradas. O governo tem pressa em realizar os investimentos para atender ao aumento da demanda por voos e também por conta da Copa de 2014.

 

A SAC destacou que o modelo "não pressupõe aumento de tarifa para os usuários" e que o objetivo do governo com a concessão para a iniciativa privada é que a concorrência permita inclusive a cobrança de tarifa abaixo do teto fixado pelo contrato de concessão.

 

O presidente da Infraero explicou que as concessionárias assumirão todos os contratos existentes em cada aeroporto. Segundo Gustavo do Valle, os contratos existentes atualmente com prestadores de serviços, administradores de lojas e estacionamentos, entre outros, poderão ser renegociados a partir do momento da assinatura dos contratos de concessão.

 

"As concessionárias vão administrar todos os contratos", disse. "Todos os contratos da Infraero têm regras, entre elas a de renegociação". "Eles [os contratos] simplesmente passam a ser contratos entre dois entes privados", acrescentou..

 

Pagamentos
Ainda segundo a Anac, os valores oferecidos pelas concessões (outorgas) serão pagos em parcelas anuais, ao logo do prazo de concessão de cada aeroporto, com valores corrigidos pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Os recursos serão repassados ao Fundo Nacional de Aviação Civil, e deverão ajudar a manter e melhorar os demais aeroportos do país.

 

Além do valor da outorga, as concessionárias também terão que repassar, anualmente, um percentual da receita bruta ao governo. Para o aeroporto de Guarulhos, esse percentual foi fixado em 10% sobre a receita bruta. Para Viracopos, a contribuição variável será de 5%, e em Brasília, de 2%.

 

Concessões
Este é o segundo processo de concessão de aeroportos tocado pelo governo federal. O terminal de São Gonçalo do Amarante (RN), leiloado em agosto de 2011, foi o primeiro a ser entregue para administração da iniciativa privada.

 

Entre as justificativas apresentadas pelo governo para conceder os aeroportos à iniciativa privada está a necessidade de acelerar os investimentos na ampliação e melhoria da infraestrutura para atender ao crescimento da demanda por voos no país que, apenas entre janeiro e novembro de 2011, foi de 16,63%.

 

Além disso, o governo tem urgência em preparar os aeroportos para a Copa de 2014. O contrato que será assinado com as concessionárias as obriga a concluir um conjunto de obras orçado em R$ 2,8 bilhões antes da competição, sob pena de multa.

 

No total, os três aeroportos devem receber R$ 16 bilhões em investimentos durante o período de concessão, que será de 20 anos para Guarulhos, 25 anos para Brasília e 30 anos para Campinas.

 

Sócio estrangeiro
O edital obrigava que os consórcios que disputassem a licitação contassem com sócio estrangeiro. Isso acontece porque, segundo o edital, pelo menos um dos parceiros deve ter experiência na administração de aeroporto com movimento superior a 5 milhões de passageiros por ano. No Brasil, apenas a Infraero se enquadra nesse quesito.

 

As concessões serão feitas a Sociedades de Propósito Específico (SPEs), que serão constituídas por investidores privados, com participação de até 49% da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). A SPE, que será uma empresa privada, ficará responsável por novos investimentos e pela gestão desses aeroportos.

 

Fonte: G1

06 de Fevereiro de 2012

O edital de licitação para as obras no aeroporto Pinto Martins, em Fortaleza, será lançado hoje pela Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). A audiência pública está marcada para as 9h, no auditório da Infraero.

 

De acordo com informações divulgadas pela estatal, o preço da reforma é sigiloso e o processo seguirá as regras estabelecidas pelo Regime Diferenciado de Contratações (RDC), modelo que flexibiliza as licitações para as obras da Copa do Mundo de 2014 e para a Olimpíada de 2016.

 

Obras em março

 

O superintendente estadual da estatal, Wellington Santos, em entrevista ao jornalista Eliomar de Lima, preferiu não adiantar o valor das obras. Segundo ele, após o processo licitatório, as obras devem começar em março. A reforma ocorrerá em etapas, indo de 2012 até 2016. No ano da Copa do Mundo (2014), a capacidade do terminal será de 9 milhões de passageiros por ano.

 

O processo licitatório deve durar 60 dias. A ampliação do aeroporto cearense, primeira parte da obra, tem conclusão prevista para dezembro de 2013. A área do terminal passará de 38,5 mil m² para 117,6 mil m².

 

Ao fim da segunda parte das obtas, em 2016, essa capacidade ampliará para 14 milhões de passageiros ao ano. Atualmente, o Aeroporto Pinto Martins pode receber até 6,2 milhões de passageiros/ano.

 

Por quê


ENTENDA A NOTÍCIA

 

As reformas nos aeroportos brasileiros das cidades-sede da Copa do Mundo são necessárias em virtude do incremento de passageiros no ano do evento de futebol. O benefício vai ficar para a população brasileira.

02 de Fevereiro de 2012
Mauricio Lima

 

Divulgação: Sany
A fabricante chinesa de máquinas para construção Sany Heavy Industry e o grupo de investimentos Citic PE Advisors, de Hong Kong, assinaram um acordo para a compra e transferência da totalidade do capital da fabricante alemã de equipamentos para construção Putzmeister Holding GmbH.

A empresa alemã conta com 3 mil funcionários e fechou o ano de 2010 com faturamento de aproximadamente R$ 1,2 bilhão. A Putzmeister trabalha na área de desenvolvimento, fabricação e comercialização de equipamentos para o setor de concreto, mineração e escavação.

 

Segundo a Sany, a união das áreas de negócios das duas empresas "formará o maior líder mundial da área de equipamentos para concreto". A empresa afirma ainda que a negociação representa a maior transação entre empresas da Alemanha e da China.

 

Já a Sany, que tem sua sede localizada na China, conta com uma fábrica no Brasil, na cidade de São José dos Campos. Em 2011, a empresa iniciou a construção de seu maior parque fabril da América Latina em uma área de 568 mil m² na cidade de Jacareí, no Estado de São Paulo.

 

 

Fonte: PiniWeb

01 de Fevereiro de 2012

Andrielle Mendes - repórter

Governo do Estado, Prefeitura de São Gonçalo do Amarante e Consórcio Inframérica assinaram ontem protocolo de intenções, criando uma comissão tripartite para coordenar ações necessárias à implantação do novo complexo aeroportuário do Rio Grande do Norte. A comissão é formada por representantes do governo, do Município e do consórcio, que apresentou ontem uma série de prazos considerados decisivos para a conclusão dos terminais do empreendimento antes da Copa de 2014.

Demis RoussosRepresentantes do consórcio apresentaram prazos e detalhes do projeto à governadora, ontemRepresentantes do consórcio apresentaram prazos e detalhes do projeto à governadora, ontem


O projeto básico do novo aeroporto será entregue por partes, como forma de antecipar as obras e acelerar a conclusão dos terminais de cargas e passageiros. O consórcio entregará o projeto estrutural e de fundação à Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) dentro de dois meses, a contar do dia 26. A carta-consulta, que oficializa o pedido de financiamento para o projeto, foi entregue ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O grupo espera que a pré-aprovação do banco saia em até 15 dias. A aprovação levará entre 90 e 120 dias, segundo Antônio Droghetti Neto, vice-presidente da Infravix, braço brasileiro do consórcio. O BNDES não confirmou o prazo. Segundo a assessoria de imprensa da instituição, não existe um prazo padrão de resposta à carta consulta. Normalmente, os projetos de infraestrutura são complexos e a resposta do banco demora. Nestes casos, o BNDES faz um empréstimo-ponte, com garantias, a fim de que o projeto seja iniciado.

O consórcio espera que o banco financie 80% da obra, mas já pensou num plano B. "Sei, porém, que o comprometimento é total por parte do banco e por parte do consórcio", afirma Droghetti. Outros bancos foram visitados antes da assinatura do contrato de concessão. Martin Eunerkian, presidente da Corporación América, braço argentino do consórcio, não descartou a possibilidade de aumentar a contrapartida do grupo.

O ante-projeto, segundo Wilson Viana, vice-presidente da Engevix (controladora da Infravix), foi apresentado à Anac no dia 18 de janeiro, mas entregue oficialmente no dia 26. Os dois terminais serão construídos simultaneamente e devem ficar prontos no mesmo período.

Ao assinar o protocolo de intenções, Estado e Município se comprometeram a concluir os acessos ao aeroporto e instalar a rede de esgoto, telefone e energia antes dos terminais. O consórcio reafirmou ontem que concluirá a obra em maio de 2014, a tempo da realização do mundial.

Anac mantém leilões no dia 6

A concessão do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante foi leiloada em agosto do ano passado, dando ao consórcio Inframérica - que arrematou a concessão - o direito de concluir as obras e de administrar o empreendimento por um período de 28 anos, prorrogável por mais cinco. Outros três aeroportos serão leiloados este ano, na próxima segunda-feira, dia 6. A manutenção da data foi confirmada ontem pela Anac, que   não acolheu nenhum dos cinco pedidos de impugnação do edital referente ao leilão dos aeroportos de Brasília (DF), Guarulhos (SP) e Campinas (SP).

Por meio do comunicado relevante nº 09/2012, de "divulgação do resultado do julgamento das impugnações ao edital do leilão nº 2/2011", a Agência destacou que, ao não acolher nenhuma impugnação e também por não ter acatado os pedidos de prorrogação de prazo, ficou mantido o leilão de concessão para a data já divulgada.

Foram negados os pedidos de impugnação encaminhados pela ARG Ltda, ATP Engenharia Ltda, Global Participações em Energia S/A, Instituto de Transporte Aéreo do Brasil (ITA Brasil) e MPE - Montagens e Processos Especiais S/A, que ficou em segundo lugar no leilão do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante.

O governo federal também conseguiu derrubar o primeiro pedido de liminar que pedia a suspensão do leilão de concessão dos aeroportos. O juiz federal Haroldo Nader, substituto da 8ª Vara Federal em Campinas, indeferiu ontem ação popular movida por quatro trabalhadores que queriam impedir a realização do leilão. Sobre o argumento dos autores de que o leilão limitará a livre concorrência e tolher a competitividade das empresas nacionais, Nader discordou. "O edital estabelece uma exigência que, de um lado, garante um mínimo de experiência ao pretendente e, de outro, permite a participação, até majoritária, das empresas nacionais".

(Com informações da AE)

Obras de acesso no RN começam em março

Durante a assinatura do protocolo, o consórcio entregou uma cópia da ordem de serviço emitida pela Anac e apresentou o projeto, que prevê a construção de vias de acesso, estacionamento, terminal de passageiros, terminal de cargas, central de manutenção, pátio de estacionamento de aeronaves, pátio de manobras e torre de controle. Wilson Viana, vice-presidente da Engevix, mostrou-se tranquilo quanto ao cumprimento dos prazos por parte do Estado e Município. "São obras que ficam prontas dentro de um ano", afirmou. Segundo com Demétrio Torres, secretário de Assuntos para Copa, as obras do acesso norte, que ligará o aeroporto à zona norte, devem começar em março. O trecho custará R$ 26 milhões e tem recursos garantidos dentro do PAC da Copa.

As obras do acesso sul ficaram fora do PAC, mas, segundo Demétrio ficarão prontas ao mesmo tempo. O segundo lote custará R$ 50 milhões e servirá para escoar a carga desembarcada no novo aeroporto. O contrato de financiamento deverá ser assinado na próxima semana. O governo espera concluir os dois acessos em até 15 meses.

Para a governadora Rosalba Ciarlini, o protocolo assinado com o consórcio Inframérica "é uma demonstração do quanto o Estado está empenhado em acompanhar, fiscalizar e ver finalmente acontecer o Aeroporto de São Gonçalo".

LOJISTAS esperam definição

Com a conclusão do novo aeroporto, o Augusto Severo voltará a ser de uso militar. Os voos comerciais serão transferidos para São Gonçalo do Amarante. Tudo está definido em contrato, exceto o destino dos lojistas do aeroporto de Parnamirim. O Consórcio Inframérica, segundo o presidente da Associação dos Lojistas, Pio Morquesho, se comprometeu a discutir o assunto. "O destino dos lojistas será debatido num fórum realizado em abril sobre a implantação do novo aeroporto", afirmou. Segundo ele, o consórcio se mostrou 'bastante sensível' com a causa dos lojistas. O Augusto Severo conta com cerca de 35 lojas - entre associadas e não associadas. Só uma delas, um restaurante, gera 50 empregos diretos. A associação não descarta a possibilidade de entrar na Justiça, caso a decisão seja desfavorável. Segundo Pio, os lojistas, cujos contratos não encerrarem antes da transferência, devem ter prioridade na disputa por guichês em São Gonçalo. "Acredito que isso não será problema".

 

Fonte: Tribuna do Norte

31 de Janeiro de 2012

Eles receberam permissão para entrar no país e agora começam a se espalhar pelos canteiros de obra Brasil afora. Trabalhadores vindos do Haiti têm ajudado a preencher as muitas vagas criadas pela construção civil. Mesmo assim, ainda está faltando gente.

 

O maior problema das empresas hoje está nas portas das obras: a placa de “Precisa-se”. “Não estamos tendo mais pessoas disponíveis, porque a taxa de desemprego está muito baixa. Você não consegue nem substituir com a alta rotatividade”, afirma o economista Márcio Salvato.

 

Em Cuiabá (MT), a solução foi empregar haitianos que têm permissão para trabalhar no Brasil. No Haiti Clércius Monestine era professor de francês e aqui vai aprender no canteiro de obras. “Agora eu trabalho como ajudante da construção”, afirma o ajudante de pedreiro Clércius Monestine.

 

Isaac Relh quer trazer a família do Haiti. O mestre de obras conta que milhares de pessoas deixaram o país por causa da crise econômica provocada pelo terremoto, há dois anos. “Há muita dificuldade de estudar, de trabalhar, de tudo”, cita.

Na maioria das empresas, experiência já não é exigida. Para cumprir os prazos de entrega das obras, uma construtora, por exemplo, encontrou uma maneira mais rápida de qualificar os novos profissionais. Os mais velhos apadrinham os recém-chegados e ensinam a profissão.

 

“Se ele for bem qualificado, melhora o salário. Por outro lado, o padrinho também recebe uma premiação”, diz a gerente de recursos humanos Gláucia Teixeira.

 

Seu Nascimento é o professor de Jocélio. O jovem de 19 anos começou como servente de pedreiro no ano passado e agora já é lustrador. “A gente vai aprendendo, o salário aumenta e vai ficando melhor”, comemora Jocélio.

 

Luciano Alves de Oliveira também já teve um padrinho e hoje é almoxarife. No local de trabalho, ele percebe que está faltando gente. “Tínhamos quatro. Hoje só tem eu e mais um. E a obra continua, é cada vez mais rápido o processo. É muito estressante, às vezes. Tem de correr atrás para ver se batiza um urgente”, brinca o almoxarife.

 

Fonte: Bom Dia Brasil

30 de Janeiro de 2012

 

A equação é simples. Onde tem grandes obras, há máquinas pesadas. O aquecimento da construção civil reflete em todos os segmentos da cadeia produtiva. Os canteiros de obras se multiplicam pela cidade. O prognóstico para o futuro é de crescimento, levando em consideração três pilares importantes que vão exigir construções de grande porte: Copa do Mundo; Olimpíadas e obras do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

 

A efervescência do mercado brasileiro chama atenção do mercado internacional, como é o caso do asiático que há algum tempo vem operando no circuito nacional. A companhia chinesa, Sany, produtora de máquinas pesadas, tendo como principais produtos as máquinas de construção civil, pavimentação, escavação, reachstacker etc., atua no Brasil desde 2007, importando seus produtos direto da matriz na China. O potencial do país atraiu mais investimento estrangeiro. Em 2010, a Sany investiu US$200 milhões no mercado brasileiro. Desde 2011 passou a operar com a montagem de escavadeiras e guindastes, no interior de São Paulo, onde está sua base de fabricação. A perspectiva é de que a próxima etapa de expansão tenha início em 2013, quando o Grupo Sany iniciará a fabricação de equipamentos no País em um terreno de 560 mil m² adquirido em Jacareí-SP.

Hoje, a companhia possui faturamento superior a R$ 12 bilhões, 536 patentes autorizadas e ostenta os títulos de uma das 50 maiores fabricantes da indústria mecânica mundial e maior fabricante de equipamentos pesados da China. A expectativa é de que até 2014, o mercado brasileiro represente um percentual significativo do faturamento global da Sany.

 

No último dia 21, a Sany do Brasil realizou, em Aquiraz, uma demonstração prática de seus equipamentos, além de fazer sua apresentação oficial ao mercado cearense. “Essa apresentação vem para consolidar a marca Sany no mercado nordestino. A gente está aqui há um ano, em parceria com a Ciprol, tentando desbravar esse mercado. A Sany é reconhecida mundialmente. É uma empresa chinesa, porém globalizada. Temos fábricas ao redor do mundo e agora estamos tentando entrar forte no mercado brasileiro”, explicou o gerente regional de vendas da empresa, Anderson Verta.

 

DE OLHO NO NORDESTE
O olhar da gigante chinesa está no potencial construtivo do Nordeste. Através da Ciprol, representante e distribuidora das máquinas Sany na região, cuja matriz é cearense, a companhia asiática chega ao Ceará.

 

De acordo com Anderson Verta, o Nordeste é estratégico para o segmento de máquinas pesadas e de extrema importância para o crescimento das vendas. Segundo ele, a perspectiva é de que a linha amarela (máquinas pesadas) tenha um alto crescimento em 2012.

 

Para Verta, o Nordeste tem potencial para seguir a tendência de crescimento do mercado brasileiro, que deve ter um aumento de 18% nas vendas de máquinas e equipamentos utilizados no setor da construção e nas obras de infraestrutura, conforme indicadores do “Estudo Sobratema do Mercado Brasileiro de Equipamentos para Construção”.


A estimativa é compartilhada com o diretor da Ciprol, Ângelo Potrichi, que destaca as previsões para esta década. “As expectativas são muito boas para o Nordeste. A previsão é que para esta década, mesmo após a Copa, haverá muitas obras de infraestrutura e instalações de indústria em cidades como o Ceará e Pernambuco”, ponderou.

 

MÁQUINAS PESADAS EM PAUTA
A apresentação das máquinas da Sany do Brasil chamou a atenção da cadeia produtiva da construção civil. A demonstração pontuou a precisão e eficácia dos equipamentos, despertando o interesse comercial dos convidados. O empresário Elmo Júnior foi um dos presentes que adquiriu algumas máquinas no dia do evento.

 

“Conheci os produtos da Sany através de outras construtoras que já tinham adquirido equipamentos. Sou cliente há oito meses e acredito que a empresa tem potencial para conquistar o mercado brasileiro, pois possui a atenção e qualidade nos serviços e peças que fazem a diferença. Além disso, a demonstração prática dos equipamentos foi muito boa e bem explicada. Esse diferencial foi determinante pra a aquisição de mais máquinas no evento”, resumiu o empresário. 
O aquecimento do mercado também foi apontado por Elmo Junior. “As vendas estão aquecidas. Com as facilidades de crédito, como a oferecida pela Caixa Econômica, a tendência é de que o setor continue em crescimento”, afirmou.

 

Fonte: Veja Juazeiro